"O amor é uma fumaça formada pelo vapor dos suspiros. Alentado, é um fogo a brilhar nos olhos dos apaixonados. Revolto, é um mar nutrido pelas lágrimas dos amantes. Que mais será? O amor é uma loucura sensata, um fel que adoça, uma doçura que amarga."
Essa passagem de Romeu e Julieta a cerca da natureza do amor nos faz ver até que ponto ele é mutável e indescritível, na medida em que é incompreensível. Muitos querem domar o amor, pura tolice. Como vencer uma batalha em terras jamais pisadas e enfrentando armas com efeitos desconhecidos?
A guerra do amor, ou a aventura como muitos preferem pensar, está cheia de altos e baixos, vitórias e fracassos, onde nem sempre quem ganha fica com o premio.
Este texto é sobre a natureza do amor romântico? Fico com a opinião do poeta Fernando Pessoa: "O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formamos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o princípio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida."
ResponderExcluirPosto isto, digo eu: O amor tem de ir além da epiderme, é necessário enxergar o que está dentro, ver a alma humana despida de todos esteriótipos. Onde vejo abismos procuro construir pontes e sigo tecendo belos trajes para minha amada, tornando-a bela para mim, cobrindo os seus "supostos" defeitos e destacando suas "melhores" virtudes.
Perfeito, André Thomaz!
ExcluirÓtimo você citar Fernando Pessoa, essa opinião dele seria um conselho bom a se seguir, enxergar o amor como trajes variáveis e mutantes. Cada vez que acreditamos que um amor é eterno e imutável sofremos quando ele acaba ou muda.
Obrigada por sua contribuição!!
Abraços