Para exemplificar cito o poema do alemão Friedrich Holderlin, "Hyperion", sobre a inquietude inesperada do amor:
Talvez nunca devesse ter ido à escola, pois foi nela que me tornei razoável, onde aprendi a me diferenciar de maneira fundamental daquilo que me rodeia; agora estou isolado entre a beleza do mundo, fui assim expulso do jardim da natureza, onde crescia e florescia, e me aqueço ao sol do meio-dia. Ah, sim! O homem é um Deus quando sonha e um mendigo quando reflete.
Sem dúvida o fato de estarmos apaixonados nos eleva sobre a realidade cotidiana e permite que contemplemos a vida sob uma perspectiva mais ampla e ousada. O amor desenterra os instintos e nos conecta de novo aos mistérios do mundo.
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