quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Oh, amor poderoso, que às vezes faz da besta um homem, e outras, de um homem, uma besta!

O como traduz o verso de Shakespeare, o amor é uma lição de vida, mas também um aprendizado da loucura criativa a que inspiravam os poetas do romantismo. Não há antídoto melhor contra uma vida sem sabor e sem emoções que uma flechada certeira do cupido, isso nos tira a razão e nos leva á loucura.
Para exemplificar cito o poema do alemão Friedrich Holderlin, "Hyperion", sobre a inquietude inesperada do amor:

                 Talvez nunca devesse ter ido à escola, pois foi nela que me tornei razoável, onde aprendi a me diferenciar de maneira fundamental daquilo que me rodeia; agora estou isolado entre a beleza do mundo, fui assim expulso do jardim da natureza, onde crescia e florescia, e me aqueço ao sol do meio-dia. Ah, sim! O homem é um Deus quando sonha e um mendigo quando reflete. 

Sem dúvida o fato de estarmos apaixonados nos eleva sobre a realidade cotidiana e permite que contemplemos a vida sob uma perspectiva mais ampla e ousada. O amor desenterra os instintos e nos conecta de novo aos mistérios do mundo.

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