quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Quanto mais te dou, mais tenho, pois ambos são infinitos

"Minha bondade é tão ilimitada quanto o mar, e tão profundo como este é o meu amor. Quanto mais te dou, mais tenho, pois ambos são infinitos"
Esse momento sublime de Romeu e Julieta, reflete sobre o que constitui a essência de qualquer romance: o desejo.
Quando Romeu vê sua Julieta na sacada, sente um desejo incontrolável que o obriga a superar todos os obstáculos para unir-se a ela, o que inclui desafiar membros da sua própria família. 
Logo, o desejo seria aquilo que nos tira de nossa zona de conforto para fazer com que nos aventuremos nos mistérios e perigos do amor.
Sobre esse assunto, José Antônio Marina e Marisa Lopes Penas fazem a seguinte afirmação: 

"O amor aparece quando o objeto estimado desperta o desejo. E o desejo se empenha em alcançar seu objetivo. Isso é o que nos diz a palavra "querer". Ela é uma palavra deslumbrante porque nos leva à ação, ao desejo e à vontade. Querer significa desejar, amar, ter determinação para fazer algo, tentar, empenhar-se."

Portanto, o desejo nos desloca da inércia à ação, da serenidade à agitação. Somos seduzidos por alguém e nos dirigimos a esta pessoa. 
De forma geral, amamos tudo que desejamos. O desejo de estar com o objeto amado pode se transformar no desejo de possuí-lo. 
Se bem-sucedido, esse desejo bidirecional corresponde ao amor de um casal. E, para que perdure o fogo da paixão precisa ser alimentado através de brincadeiras, detalhes e surpresas, como quando sentíamos que nosso amado ou amada se encontrava inatingível em uma sacada. 

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