sábado, 7 de março de 2015

O amor nos tempos modernos.

Quero paz, quero um amor de verdade, daqueles que cuidam e se preocupam com a gente. Daqueles que fazem questão da nossa presença e se orgulham de nos ter ao lado. De mãos dadas. Simples assim. Não quero a hipocrisia de beijos com datas marcadas para acontecer, ou pior, daqueles que deixamos acontecer sem a nossa vontade. Não quero abraços apertados misturados com doses de conhaque.
Quero amor de cara limpa, nada de "só quando estivermos levemente embriagados". Quero amizades verdadeiras, pessoas reais, que pensam, choram dão risadas. Não quero um "quase amor". Não quero uma amizade transformada "nisso" nem "isso" transformado em amizade. Não quero alguém forçado, alguém carregado, alguém empurrado, muito menos alguém por pena, culpa ou medo.
Quero alguém que chegue de repente, que tire meus pés do chão, que tome conta da minha vida tão intensamente que, quando eu menos esperar, vou me pegar pensando: "quando aconteceu?"
Não quero rotina, casamento, filhos, nada disso. Quero cada um na sua casa, no seu espaço, com sua vida. Quero aquela coisa gostosa de "eu passo as nove para te buscar", quero ter tempo de sentir saudades e receber ligações inesperadas.
Quero passar a semana esperando as quartas de futebol ou as sextas de filminho na TV. Quero o entusiasmo e comprar um vestido novo para o jantar de sábado a noite.
Quero continuar acordando bem cedo, escutando as minhas músicas em alto volume e satisfeita por ser exatamente quem sou. Quero alguém que ria das minhas piadas sem graça, que me conte histórias intermináveis sobre coisas que eu jamais pensei existir.
Alguém que me leve para ver o mar, que experimente comigo as coisas simples da vida, que lute pelo que quer e não desista por causa da opinião dos outros. Alguém com a coragem de enfrentar o que for necessário  em defesa do que sente e do que quer. Alguém assim, exatamente um espelho meu.

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