Nos conflitos, nas guerras, e até na simples convivência pacífica em sociedade, o conceito de razão é muito questionável. Todos querem estar com a razão. Porém, poucos conseguem estar do lado da verdade. O que é a verdade? O que é o certo? O que é o errado? O que é a razão?
A sociedade tenta impor seus padrões. É comum pesarmos que a voz do povo é a voz de Deus, mas sabemos que a voz menos ouvida é a do povo. Quem sempre ditou as regras para se viver em sociedade foram as classes dominantes (reis, imperadores, sacerdotes, latifundiários, chefes de estado, empresários, mídia) para não serem questionadas pelo povo.
Só os fracos não questionam a autoridade. E quando duas forças defendem interesses, ou verdades diferentes, a guerra é inevitável. A exemplo disso, o eterno conflito entre o Estado Islâmico e o Estado Judeu. Todos nós acreditamos ser os detentores da verdade. Mas devemos nos lembrar de um dito popular, muito pertinente: “No mundo, existem três verdades para tudo. A sua, a minha, e a verdade em si.”
Por isso, de vez em quando, abaixe a guarda, saia da defensiva, aceite estar errado. Ou, simplesmente, recolha-se à sua real insignificância. Visite o oráculo da sua consciência e da sua inconsciência e questione a si mesmo, antes de questionar sobre a verdade do outro. Conheça a si para aprender a conhecer o outro. Busque entender a si para entender o outro. E perdoe a si mesmo se queres perdoar e ser perdoado.
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