terça-feira, 27 de outubro de 2015

Grito de alerta

Primeiro você me azucrina
Me entorta a cabeça
Me bota na boca
Um gosto amargo de fel...
Depois
Vem chorando desculpas
Assim meio pedindo
Querendo ganhar
Um bocado de mel...
Não vê que então eu me rasgo
Engasgo, engulo
Reflito e estendo a mão
E assim nossa vida
É um rio secando
As pedras cortando
E eu vou perguntando:
Até quando?...
São tantas coisinhas miúdas
Roendo, comendo
Arrasando aos poucos
Com o nosso ideal
São frases perdidas num mundo
De gritos e gestos
Num jogo de culpa
Que faz tanto mal...
Não quero a razão
Pois eu sei
O quanto estou errado
E o quanto já fiz destruir
Só sinto no ar o momento
Em que o copo está cheio
E que já não dá mais
Pra engolir...
Veja bem!
Nosso caso
É uma porta entreaberta
E eu busquei
A palavra mais certa
Vê se entende
O meu grito de alerta
Veja bem!
É o amor agitando o meu coração
Há um lado carente
Dizendo que sim
E essa vida dá gente
Gritando que não...

domingo, 18 de outubro de 2015

Ventos da mudança

Desde de criança nos acostumamos a ouvir histórias. Acompanhamos e nos comovemos com o drama dos personagens. Reconhecemos mocinhos, vilões e coadjuvantes, todos com um papel bem definidos, frutos da imaginação de um criador, nascidos de uma página em branco. Nos envolvemos tanto com a trama que nos pegamos torcendo por nosso personagem favorito ou vibrando quando o vilão é punido. Aguardamos ansiosos por um desfecho onde o bem prevaleça. E esperamos que no final o mocinho leve a sua amada para o altar. Ou na versão mais tradicional dos contos de fada, que o príncipe encantado salve e se case com uma princesa e vivam felizes para sempre no reino de riqueza, beleza e alegrias como se existisse felicidade plena.

E chegamos na modernidade sempre com o mesmo modelo de histórias fictícias que embalam os sonhos das crianças. Poucas pessoas ousaram contar histórias menos fictícias, mais realistas. Seria diferente o nosso futuro se as novas gerações crescessem com uma nova consciência? Será que  a partir de diferentes reflexões e descobertas não seremos guiados passo a passo para escrevermos a nossa dramaturgia pessoal que nos permitirá, literalmente, mudar o roteiro das nossas vidas e com isso mudar o pensamento da sociedade como um todo? Por que o homem tem que ser o protetor, provedor e REPRODUTOR? Se no mundo moderno uma mulher pode ter um salário tão altos quanto, desempenhar as mesmas funções que ele, e ter filhos apenas se ELA quiser.

Essas respostas só o tempo virá mostrar na vida dos leitores dos NOVOS CONTOS DE FADA DOS TEMPOS MODERNOS. Essa proposta inovadora de reescrever os contos de fada ensina principalmente a mulher a abandonar a culpa, os medos, a dor e tudo aquilo que as prejudica. Mas também guia a sociedade por caminhos mais claros e menos injusto, libertando a mente de preconceitos e empurrando o homem para assumir o seu verdadeiro papel: o de companheiro, nada mais, nada menos. E a mulher: companheira. Ninguém tem que estar à frente ou atrás de ninguém. Tem que dar as mãos e caminhar juntos porque não existe mais essa história de sexo frágil e sexo forte. As diferenças de habilidades não faz de um inferior ao outro, apenas seres que se complementam.

E no final da história pouco importa se o homem casou com a mulher ou com outro homem ou ficou sozinho porque ele foi feliz (quase sempre) fazendo o que queria fazer, vivendo como queria viver.

Feliz! Não para sempre!!!

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Tua falta

Tua falta congela a minha alma
Frieza é o que eu guardo para as pessoas
Você aquecia meu coração só de respirar o mesmo ar que eu.
Eu não vivo, eu ando.
Tenho medo que quando voltar não encontre nada.
Escuto suas músicas e elas soam em câmera lenta.
Eu realmente respirava você e agora estou sem ar
Quando vou te fazer dormir de novo?
Eu preciso te fazer aquele carinho que você gosta.
Eu me arrependo tanto das vezes que me neguei pra você.
O orgulho não leva a nada
Só leva a solidão
E agora há uma escuridão dentro de mim
Meu Rei, você é só o meu equilíbrio
Sou sua Rainha despirocada e eterna apaixonada