terça-feira, 8 de março de 2016

Desculpa, mas é assim que eu amo.

Não há amor no mundo que se compare ao meu.
Gentil  e compassivo, paciente e companheiro, generoso, doce, incondicional.  Amor em estado puro. Pelo meu homem, eu seria capaz de desbravar montanhas e vales, não importando como ele tem se comportado, as loucuras que ele fez, se é dia ou se é noite, ou se o que ele propor não for nem um pouco razoável. Se o assunto for o meu homem, não coisa que eu não faria.

Sou aquela mulher de encorajar quando ele não vê saída. Mesmo que ele esteja no fundo poço eu tô lá pra dizer que ele vai sair dessa. Faço carinho se ele não estiver se sentindo bem ou simplesmente pra que ele se sinta relaxado. Fico animada se ele está também. Eu presto atenção no que ele fala, mesmo que seja pura besteira. Sou capaz defender ele em qualquer circunstância, mesmo quando eu não tenho certeza que ele está certo.

O meu amor faz com que ele brilhe, se sinta seguro. E não importa o que ele faça, ou quantas vezes meus amigos digam que ele não presta, o que ele mesmo já cansou de provar batendo a porta na minha cara, ao me deixar plantada esperando por ele. Ainda assim, eu quero dar o melhor de mim. Eu quero dar a ele o melhor e mais um pouco. Mesmo quando percebo que estou fazendo todo possível para convence-lo de que sou a mulher para ele, e ele não valoriza.

Este é o meu amor. É um amor que vence a passagem do tempo, o raciocínio lógico e as adversidades da vida. Estou dizendo isso tudo no presente porque é assim que me sinto em relação ao meu amor. Até hoje, tudo que ele fez pra acabar com esse amor parece que só deixou mais forte. E eu sei que se ele estiver lendo este texto agora ele vai dizer que tudo isto é loucura. L-O-U-C-U-R-A. Não há a menor possibilidade dele entender.

Lanna O'Hara
Rio de Janeiro, 12 de fevereiro de 2016


Amar assim não é doença? Não deveria ser! Eu não entendo porque fizeram disso uma doença.  É o mesmo mundo machista de sempre ditando as regras. É o egoísmo masculino que faz com que nós mulheres sejamos vistas como loucas neuróticas só porque eles não conseguem retribuir ao nosso amor.

Assim não resta escolha. Ou eu me mato ou mato esse amor. Mas é aquela velha história de sempre que se eu matar  meu coração eu morro. Então que assim seja! Eu jogo meu coração fora mesmo que eu morra junto. Sem coração não posso me apaixonar, nem amar.

Eu não deveria deixar um homem fazer isso comigo. Sei que algumas companheiras femininas estão pensando isso.  Não posso permitir que ele mate os meus sonhos de construir um futuro com alguém e ser feliz. Não é isso? Correto! Mas eu não sei amar de outra forma e também acredito que o amor verdadeiro só acontece uma vez.  Então não vou precisar mais do meu coração. Quanto ao sonho de construir um futuro com alguém e ser feliz: isso é LOUCURA!

Apesar de gostar muito da loucura, as pessoas não enxergam a loucura com bons olhos. Por isso, é praticamente impossível construir essa vida, porque o amor é isso. É loucura! E não tem espaço para os loucos nesse mundo. Essa é uma das razões porque me sinto tão deslocada nessa vida. Me sinto tão diferente das pessoas, até quando eu vejo nelas um pouco de loucura vejo elas se controlando, lutando contra essa doença. E o que eles chamam de amor, bem, o que eles chamam de amor é EGOÍSMO.

Lanna O'Hara
Rio de Janeiro, 08 de março de 2016


Dia internacional da mulher. Mas eu fundo hoje o dia universal das pessoas que sabem amar, que amam e que querem amar.

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