Surgiu como um clarão, um raio me cortando a escuridão
E veio me puxando pela mão por onde não imaginei seguir
Me fez sentir tão bem, como ninguém
E eu fui me enganando sem sentir
Fui abrindo portas sem sair
Sonhando às cegas, sem dormir
Não sei quem é você
O amor em seu carvão foi me queimando em brasa no colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
O amor me consumiu, depois fugiu, eu até perguntei, mas ninguém viu
Eu fui fechando o rosto sem sentir
E mesmo atenta, sem me distrair, não sei quem é você.
No espelho da ilusão se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão, mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixa aqui e solta a minha mão
Eu fui fechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer... esquecer quem você é
Mas...
Quem é você?
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