segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Não me procure sem razão.

Surgiu como um clarão, um raio me cortando a escuridão 
E veio me puxando pela mão por onde não imaginei seguir 
Me fez sentir tão bem, como ninguém 
E eu fui me enganando sem sentir 
Fui abrindo portas sem sair 
Sonhando às cegas, sem dormir 
Não sei quem é você 
O amor em seu carvão foi me queimando em brasa no colchão 
E me partiu em tantas pelo chão 
Me colocou diante de um leão 
O amor me consumiu, depois fugiu, eu até perguntei, mas ninguém viu 
Eu fui fechando o rosto sem sentir 
E mesmo atenta, sem me distrair, não sei quem é você.
No espelho da ilusão se retocou pra outra traição 
Tentou abrir as flores do perdão, mas bati minha raiva no portão 
E não mais me procure sem razão
Me deixa aqui e solta a minha mão 
Eu fui fechando o tempo, sem chover 
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer... esquecer quem você é
Mas...
Quem é você?

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