terça-feira, 6 de setembro de 2016

Tudo que os homens não entendem sobre garotas "legais". Sou o que Sou!!

Não sou mimada, mas espero ser agradada também da mesma forma que uma mulher mimada espera ser agrada o tempo todo. A diferença é que eu sei que isso não vai acontecer sempre, e quando isso acontece sei reconhecer e ser agradecida. E mesmo quando não sou agradada da forma como sei que mereço não me aborreço pra sempre. Não fico achando que o outro é mal e que não acerta nunca.

Eu me considero infinitamente melhor e mais autêntica que a mulher que não consegue cortar o cordão umbilical com mãe mesmo quando já está adulta. Ela não consegue deixar a sua mãe de fora dos seus relacionamentos. Essa mulher que mesmo em um relacionamento com um homem sempre está pedindo a opinião da mãe, os conselhos da mãe, é a mesma que também vai fazer reclamações contínuas do seu parceiro à mãe.  

Parece que vejo um filme da cara de desconcertado dele ao ouvir ela falar pra mãe ao telefone que não se sente mais tão amada por ele como no início do relacionamento. E ainda vai justificar a proximidade dela com mãe o acusando de quase nunca conversar com mãe dele. Os olhares de reprovação da mãe quando se encontrarem vai fazer ele ficar ainda mais desconcertado.  

Bom, eu devo imaginar que ser uma moça de "família", leal e atenciosa, ser essa garota "legal" deve fazer o homem sentir que pode confiar nela. Ele vê essa proximidade com a mãe no inicio como algo positivo porque ele não imagina que esse vínculo muito próximo com mãe é que cria a ilusão de segurança, equilíbrio e tranquilização exteriores. No início, elas parecem carinhosas e respeitadoras porque transferem o apego e a dependência da mãe para o companheiro mais recente.

Essa mãe que nunca permitiu uma separação, que ao contrário, sempre está buscando mais proximidade é que fazem essas filhas se frustrarem em relação ao seu companheiro. É difícil interpretá-las e entende-las. É impossível torna-se verdadeiramente próximo delas porque sua ambivalência em relação à mãe é transferida para seus relacionamento com homens.

Elas parecem irresistíveis para homens que temem mulheres exigentes. Essas mulheres possuem uma fachada de autoconfiança, força e segurança interior que tem origem no fato de terem sido educadas para se sentirem importantíssimas, valorizadas, necessárias e protegidas por uma mãe que transferia as próprias necessidades pessoais do marido para a filha.

A atratividade de uma mulher "autoconfiante" tem origem nos limites aparentemente forte de ter suas necessidades e desejos rapidamente satisfeitos pelos pais, em geral  pela mãe, o que causa nela uma sensação de competência e confiança. Elas não parecem carentes porque estão acostumadas a obter gratificação imediata. Elas encontram homens dispostos a serem substitutos da mãe, pelo menos por um tempo.

Elas se revelam ambivalentes e cheias de contradições à medida que o homem vai se cansando de satisfazer só as vontades dela, passa a não atender mais os seus pedidos, por serem caprichos e com isso abala os alicerces da realidade do relacionamento. Realidade essa que ela achava que girava em torno do umbigo dela. Passam a alternar entre autonomia e dependência, carinho infantil e ira abusiva.  

O egocentrismo desse tipo de mulher e a sua indiferença é o que disfarça sua dependência infantil. A única ligação duradoura delas é com a mãe que as tornou dependentes numa intensidade de envolvimento e adoração com a qual homem nenhum pode competir, exceto nos estágios iniciais e apaixonados do romance.

Quando a "filhinha de mamãe" se envolve romanticamente com um homem, a mãe dela continua mexendo os pauzinhos em segundo plano. Porque ao mesmo tempo que ela diz que quer que a filha se relacione com um homem, ela também quer a filha para si.  Assim, de uma forma sutil e sistemática, ela solapa o vínculo da filha com o homem.

É difícil para um homem que tem medo de compromisso resistir ao enorme poder de sedução que tem essas mulheres "legais" tem no inicio. Mas sinto dizer que ele, inevitavelmente vai lamentar um relacionamento no qual ele vai sempre estará aquém das expectativas e jamais será capaz de satisfazer o padrão de intimidade de sua parceira.

Então sinto pena desse homem tanto quanto dessa menina mimada que se considera uma mulher segura. Sensação de segurança é muito relativo quando você gosta de ser livre. E para mim, segurança não existe!

O fato de ser vulnerável muitas vezes não me torna fraca. Me faz realista para encarar o mundo que nem sempre vai me agradar. Ter medo é humano. Pedir é humildade. Aceitar desfeitas é sabedoria de quem sabe esperar o tempo de todas as coisas.



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