Perto de completar 40 anos nunca me senti tão plena. E nunca senti que tenho muito a viver e aprender.
Tão bom descobrir que eu estava errada com as minhas crenças limitantes. E agora eu tenho a oportunidade de reaprender a viver de forma mais consciente.
A minha consciência agora aceita que os conceitos e as verdades mudam a cada instante e que quase tudo, senão TUDO é relativo.
Mas também se vier alguem discordar da minha consciência, esta pessoa está certa de acordo com a consciência dela.
Quero mais é viver e descobrir todos os dias que nada importa. Que o que importa são as pessoas e não as coisas. E que essas pessoas não são valorosas apenas quando concordam comigo.
O diverso e o reverso são enriquecedores porque nos faz praticar coisas como o respeito e a tolerância.
Aprendi nesses meus 39 anos e 11 meses:
Não ter preconceito contra drogados
Não confundir juventude com imaturidade
Não me culpar pelas minhas ignorâncias do passado
Me perdoar mais
Perdoar o outro somente com sinceridade
Respeitar o meu tempo
Respeitar os processos alheios (confesso que isto é o mais difícil porque também tenho o meu processo)
Perseguir constantemente o meu crescimento pessoal
Não tenho que ser boa sempre mas isso é diferente de ser cruel
Eu não tenho que me preocupar em conquistar o paraíso depois da morte, tenho que procurar não trazer o inferno para a vida dos meus
E sim, a ousadia sempre esteve em mim mas um pouco de prudência nesse segundo tempo da vida não vai me fazer mal. Assim como continuar ousando é um direito que me cabe.
Poderia escrevir mil página com lições que aprendi nessa jornada mas o principal sem dúvida merece o destaque. O melhor crescimento que eu tive até aqui foi o amor que eu descobri em mim e por mim. Não há amor maior que este. Isso é plenitude e liberdade.
Lanna Ohara
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